18/01/09

Elton Menezes ou Glória John?




Eu confesso que assisto à novelas. Mas de forma diferente da qual assistia antigamente. Antigamente eu as assistia inteiras, capítulo a capítulo. Agora não. Agora eu assisto aos dois primeiros capítulos. Por aí já se sabe todos os personagens e a trama central. Depois de algum tempo -quando a novela já está em sua metade, assisto mais uns três para me atualizar. Daí já entendo tudo o que se passou. Nas duas últimas semanas vejo todos os capítulos. Pronto! É desta forma que uma novela de 7 meses deve ser assistida, caso contrário irrita. Com "A Favorita" não foi diferente.

Elton John fez um show no Brasil. Está bem, já cantarolei algumas músicas da melhor fase dele. Não. Não o considero o Auden da música pop -pelamordedeus, mas não é o pior de todos.

Perguntas dos nenhum leitores: "Mas, Priscila, o que tem a ver o cós com as calças? "A Favorita" com o Elton John? Simples, caríssimos. O Elton John está a cara da Glória "Manezes" (by Casseta), a "Dona" Irene da novela. Separados no nascimento? Quem pode saber?

07/01/09

Daquilo que eu sei... e do que eu não sei, também

Eu sei discorrer sobre diversos assuntos. Nada de muito profundo, nada vira um tratado. Somente fragmentos. Um pouco de quase tudo o que vi, vivi, li, sonhei, presenciei e... amei. Amo. Sou intensa. Cultivo até a última conseqüência tudo que amo, tudo que me é apaixonante. E no momento estou absoluta e irresponsavelmente apaixonada pelo nada. Estou cultivando o nada. O nada no sentido mais filosófico da palavra. Aquilo que se opõe, contradiz, transcende ou se afasta do ser, em sentido absoluto, relativo, ou como mera construção lingüística. Nada. Amor. Paixão. Se a paixão é o lado boboca do amor quero viver amando e... apaixonada para sempre.

Como viram em meu perfil (eu sei que ninguém viu), sou uma simples adoradora da boa poesia e brindo todos os meus nenhum leitores neste primeiro post com uma das que amo do querido bardo:

Sonnet XLIV, by William Shakespeare

If the dull substance of my flesh were thought,
Injurious distance should not stop my way;
For then, despite of space, I would be brought
From limits far remote where thou dost stay.
No matter then although my foot did stand
Upon the farthest earth removed from thee;
For nimble thought can jump both sea and land
As soon as think the place where he would be.
But ah, thought kills me that I am not thought,
To leap large lengths of miles when thou art gone,
But that, so much of earth and water wrought,
I must attend time's leisure with my moan,
Receiving naught by elements so slow
But heavy tears, badges of either's woe.

Se minha carne fosse pensamento
A distância jamais me reteria;
Apesar dos espaços, em um momento,
E bem longe, a ti eu chegaria.
Que importa onde meu pé pudesse estar,
Em que terra de ti tão afastada ?
O pensamento salta terra e mar
Só de pensar na terra desejada.
Morro ao pensar que não sou pensamento,
E que sonhar distâncias não consiga;
Sou feito de água e terras, os elementos
Que ao tempo ocioso e à minha dor me obrigam.
De lentos elementos me resigno,
A ter somente as lágrimas, seus signos.
A um dia de verão como hei de comparar-te ?
A um dia de verão como hei de comparar-te ?
Vencendo-o em equilíbrio, és sempre mais amável!
Em maio o vendaval em ternos botões disparte
E o estio se consome em prazo não durável.
Às vezes, muito quente, o olho de céu fulgura,
Outras vezes se ofusca com a sua tez dourada;
Decai da formosura, é certo, a formosura,
Pelo tempo ou o acaso é enfim desadornada:
Mas teu verão é eterno, e não desmaiará,
Nem hás de a possessão perder tua beleza,
Vagando em sua sombra, o fim não te verá,
Pois neste verso eterno ao tempo, tu te igualas:
Enquanto o homem respire, e os olhos possam ver,
Meu canto existirá, e nele hás de viver.

Música que amo de todas as formas:





"Eu sou eu e minha circunstância, e se não salvo a ela, não me salvo a mim." Ortega Y Gasset

Muito prazer. Sou Priscila Gasset.